Imagem: Divulgação/MP-PB
Milton Peruzi, radialista esportivo em São Paulo, deu origem a expressão "acabar em pizza" entre os anos 50 e 60.
O radialista sempre usava a expressão, quando queria informar aos seus ouvintes, que após algum conflito nos bastidores do Palmeiras, tudo acabaria bem.
A frase ganhou novo significado, após sucessivos escândalos envolvendo políticos e a ausência de punição para os envolvidos.
Cerca de três meses se passaram da deflagração da Operação Cartola, que revelou ao Brasil, um campeonato manipulado, envolvendo o presidente da federação paraibana de futebol, dirigentes do Botafogo (campeão), Campinense (vice) e outros clubes, presidente da comissão de arbitragem e vários árbitros.
Para surpresa de todos, ninguém foi punido e o escárnio permanece.
A manutenção do título ao Botafogo é a prova que o Mecanismo que rege o país, atinge todas as esferas.
Imaginem se fosse feita justiça, os finalistas rebaixados e os envolvidos indiciados pela Polícia Civil?
Os torcedores entrariam com ação indenizatória, visando o ressarcimento dos jogos manipulados e seria aberto precedente perigoso para todo o circo futebolístico.
O que fez o Nacional de Patos mudar de ideia, e não mais acionar a justiça para buscar seus direitos, visto ter sido uma das equipes mais prejudicadas?
Outro grande interessado seria o Grêmio Serrano, terceiro colocado, que ficaria com o título, caso os finalistas fossem rebaixados.
Causa estranheza o silêncio de algumas agremiações e a passividade de torcedores.
Não menos enigmática é a postura dos meios de comunicação, que fecham os olhos e fazem pouco caso, do maior escândalo do futebol paraibano.
Se no Brasil tudo acaba em pizza, na Paraíba temos um enorme rodízio com os mais variados sabores...

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