Pense, agora, em quantos pacientes foi você o responsável por sugerir a conduta… Quem foi reconhecido? Para quem o paciente agradeceu e disse que “salvou sua vida”? Tudo bem, a nossa missão foi alcançada, e nem por isso fomos dizer que o seu familiar “está salvo” porque “alguém” da enfermagem estava trabalhando.
Não é porque falamos de nossos pacientes de uma maneira sentimental que ficamos somente “conversando e acariciando” os mesmos nos plantões. Escutamos e conversamos, também, porque não se pode dissociar os aspectos subjetivos dos físicos e por a escuta qualificada, princípio da Política Nacional de Humanização, ser fundamental.
Pense, agora, em quantos pacientes foi você que evidenciou a parada cardiorrespiratória e iniciou as compressões cardíacas, sendo que, em quatro minutos, as lesões cerebrais poderiam ser irreversíveis?
Quantas vezes você escutou de pessoas que queriam te elogiar (mas não sabiam como): “Tu és tão inteligente que poderia se tornar um médico”. Quem disse que somos frustrados porque gostaríamos de ser médicos? Um enfermeiro competente não é sinônimo de um “quase médico”. O que diferencia a enfermagem da medicina é o objeto de estudo. Trabalhamos em equipe multidisciplinar, sendo cada profissão com sua devida (e não menor) importância.
Precisamos conscientizar, com voz e seriedade, que a enfermagem não é caridade. Entre tantas atribuições, somos responsáveis por todo o cuidado que o paciente recebe, detectamos as anormalidades no nosso exame físico (sim, nós também “examinamos” os pacientes), que podem guiar o tratamento.
É para responder a esses porquês que peço que sejam multiplicadores do nosso importante (e não só gentil) papel.
Enfermeira mestranda do programa de pós-graduação em Enfermagem na UFSM
EMANUELLI MANCIO FERREIRA DA LUZ
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