O esquema forjaria consultas médicas de pessoas que sequer existiam em três clínicas particulares conveniadas ao SUS. Nestes locais — e até no gabinete do vereador — foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão.
Os empresários contavam com a proteção do político local, que conseguia evitar a fiscalização das empresas pelos órgãos municipais competentes. Os proprietários dos estabelecimentos investigados se utilizavam de "laranjas" em seus quadros societários com o intuito de dificultar sua identificação e vinculação à fraude milionária.
Os empresários vão ser indiciados pelos crimes de estelionato, corrupção ativa e associação criminosa. O vereador será indiciado por estelionato, corrupção passiva e associação criminosa.
Embora as clínicas tenham sido desconveniadas do SUS, elas continuam funcionando no sistema particular. Segundo a PF, os empresários não foram presos porque, apesar das suspeitas de corrupção, não havia fundamentos legais para que eles fossem detidos. O esquema funcionava há três anos e os delegados não descartam que funcionem em moldes semelhantes em outros hospitais.
As fraudes foram verificadas tanto em pacientes inexistentes quanto em pacientes reincidentes que jamais teriam voltado às clínicas. As consultas forjadas seriam de procedimentos simples como exames e dermatologia. Foram fechadas as clínicas Porto Pedra, Veja Bem e Barro Vermelho.
*Gabriel Barreira/G1 Rio
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